quinta-feira, 17 de maio de 2012

O AUTOR DO BLOG VAI AO BRASIL DAS GERAIS FALAR DE DEPRESSÃO NO TRABALHO



A literatura especializada mostra uma relação entre pressão no trabalho, estresse e depressão. O trabalho de revisão de literatura de Manetti &Marziale (2007) identificou fatores e formas de prevenção da depressão no trabalho de enfermagem. A prevalência dos estudos foi em média de 28,78%! Os acadêmicos de enfermagem apresentaram 41% de prevalência...

Os dados da população, segundo os autores variam entre 5 e 10% A depressão pode ser um dos desfechos de uma organização do trabalho ("onde atua, trabalho em turnos, número de funcionários, reestruturações organizacionais, sobrecarga de trabalho, problemas na escala, conflito de interesses e insegurança no trabalho"). Todos esses fatores podem ser identificados como pressões no trabalho.

Sabe-se também que as mulheres estão mais propensas aos quadros de depressão que os homens, embora não haja uma explicação definitiva para o fenômeno. (Barlow & Durand, 2010), mas a diferença de  valores encontrados na pesquisa acima citada são muito significativos (37,4% de mulheres, contra 20% de homens.

Manetti & Marziale encontraram também fatores externos ao trabalho, a saber:
categoria profissional, categorias socio-demográficas (sexo, idade e renda familiar), ao apoio social (social support) e a características do trabalhador (personalidade, senso de coerência e estratégias utilizadas

A prevenção tem sido feita através de cinco tipos de programas:

1. Programas de atenção à saúde do trabalhador
2. Gerenciamento adequado do trabalho
3. Gerenciamento da depressão
4. Treinamento das chefias e supervisores
5. Promoção de clima de trabalho favorável

A negligência à prevenção tem diversos efeitos indesejados para a organização e o trabalhador. As pesquisadoras destacam:

1. Desgaste e tensão no ambiente de trabalho
2. Influência na saúde física e psíquica do trabalhador
3. Absenteísmo
4. Insatisfação no trabalho
5. Prejuízo na qualidade da assistência prestada
6. Rotatividade

Esta linha de estudos não nega os componentes biológicos da depressão, mas amplia significativamente sua compreensão, demanda dos gestores do trabalho ações de prevenção e mostra um nexo entre sofrimento psíquico, adoecimento e desempenho, que merece ser difundido em meio às organizações.

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