quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PSICÓLOGO ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO: EM QUE VOCÊ GOSTARIA DE SE APERFEIÇOAR PROFISSIONALMENTE?


Tabela da Pesquisa de FINK et al. publicada pela SIOP


A prestigiada Sociedade de Psicologia Industrial e Organizacional (SIOP), divisão da American Psychological Association, publicou a pesquisa de FINK e colaboradores sobre a formação e desenvolvimento de habilidades de psicólogos organizacionais e do trabalho. Veja o trabalho completo em http://www.siop.org/tip/oct10/06fink.aspx

Estamos fazendo um levantamento junto a acadêmicos e profissionais de Psicologia Organizacional e do Trabalho de interesses para aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e que possam ou devam compor grades de cursos de especialização em Psicologia Organizacional e do Trabalho.

O formulário é simples, rápido e fácil de preencher. Basta acessar o endereço https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGdHRTlHR293blNsU3ZXRmdjTHFYeGc6MQ
e indicar assuntos, finalidade e metodologia a ser utilizada (opcional), após alguns dados sobre seu perfil. Não é necessário identificar-se a menos que deseje receber o resultado final deste levantamento.

Agradeço a divulgação da pesquisa. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O QUE SÃO SCHEMATA?


Modelo Teórico de Motivação: Sampaio, 2004 e 2010


Uma leitora do blog pediu que eu explicasse melhor o modelo de motivação e cultura utilizado para o estudo do terceiro setor. Começo o trabalho, portanto, com o conceito de Schemata.

David McClelland, professor de Harvard, desenvolveu um modelo teórico que articula o indivíduo à sociedade. O comportamento, portanto, não se reduz à personalidade (indivíduo) nem à sociedade ou grupo social. Ele é uma articulação interna de instâncias externas.

Schemata ou mapas cognitivos, são valores, crenças e papéis atualizados pelo indivíduo por assimilação ativa. Uma vez em contato com uma cultura, seja de uma sociedade, organização ou grupo social, o indivíduo irá assimilar seus elementos e reconstruí-los internamente.

Em nossa pesquisa, observamos durante a análise das entrevistas que há frases ou sentenças que são utilizadas pelo sujeito como se fossem citações ou provérbios, e que têm a função de justificar uma atitude, comportamento ou valor. Geralmente são orações de sujeito externo ao indivíduo que fala, que o indivíduo utiliza como uma espécie de organizador, uma frase que dá suporte a seu comportamento ou atitude expressos.

Essas frases originam-se de contextos culturais já elaborados, não são criações singulares, embora possam ser aplicadas de forma estranha ao seu significado original.

Os schemata são importantes na constituição da visão de mundo das pessoas. Eles estão ligados a um importante fator motivacional proposto por Joseph Nuttin que é a tendência à consistência interna.

Eles não são permanentes na personalidade, posto que são continuamente confrontados com a realidade externa, e podem ser preteridos, abandonados ou revistos.

Na pesquisa dos voluntários espíritas consegui mapear mais de dez schemata no discurso gravado deles, alguns dos quais presentes na fala de mais da metade dos participantes, e grande número deles coerente com a filosofia espírita.

"O principal beneficiado pelo trabalho é o próprio trabalhador", "O trabalho é uma terapia" e "É necessário fazer algum trabalho em favor do próximo" foram as três schemata que encontrei faladas por interlocutores diversos, ligadas à sua origem cultural e empregadas justificando o ato de voluntariar-se, sem que sejam necessariamente verdadeiras em todos os contextos.

Assim, propusemos um conceito e uma metodologia de identificação deste elo de ligação entre o individual e o coletivo.