sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Trabalho sobre Maslow aceito para publicação na RAUSP

Sempre me incomodou ter que ensinar qualquer coisa com base apenas em informações de manuais, por mais úteis que possam ser. No doutorado, tive a oportunidade e o prazer de estudar temas que me pareciam obscuros, um deles foi a motivação.

Ao contrário da tendência corrente nas ciências sociais aplicadas de se basear em um par de artigos recentes de diversos autores, optei por fazer uma leitura mais profunda da trajetória teórica de poucos autores que se dedicaram ao tema e ganharam notoriedade.

Fiquei muito surpreso com o que fizeram (e ainda fazem) com Maslow. Não encontrei pirâmide alguma em seus escritos. Ele foi evoluindo seu modelo teórico com as pesquisas e observações que fez até o final da vida. Maslow era crítico do uso de suas teorias no mundo do trabalho sem a realização de estudos complementares. Por fim, ele reformulou por completo o modelo que publicou em 1949, após seus estudos sobre religião e pessoas consideradas bem sucedidas pela sociedade.

A RAUSP (Revista de Administração da USP), periódico conceituado na Administração e áreas de conhecimento correlatos, aprovou a publicação de um artigo nosso que desenvolve e fundamenta estas e outras informações sobre o psicólogo que se consagrou nos Estados Unidos da América. A publicação deve sair nos próximos números, aguardem.


4 comentários:

  1. Concordo plenamente. Quando tive que escrever algo sobre motivação e fui na obra original de Maslow, principalmente em seu artigo de 1943 na Psychological Review, vi que suas principais proposições foram deturpadas.A minha questão é: por que iso acontece tanto? Em tantas teorias nas ciências humanas? Parece ser a regra e não a exceção! Por favor, informe quando tivermos acesso a esse trabalho! Será ótimo lê-lo.

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  2. Obrigada pela dica... estudei um pouco de Maslow no semestre passado e pretendo pesquisar mais a respeito!

    http://vitaperfectaest.blogspot.com/

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  3. Ótima notícia! O Maslow é um dos autores mais citados e menos estudados, pelo menos pelos meus alunos...
    Espero o artigo com entusiasmo!
    Um grande abraço,

    Augusto

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  4. Diogo,

    O que vi nos manuais é que não se faz estudos longitudinais na Administração. Os autores confiam em uma publicação e não são muito de voltar às fontes originais do conhecimento. Acho que é a crença positivista na cumulatividade do conhecimento, que não é a realidade das ciências humanas e sociais. Isto acontece também na Psicologia, mas ainda temos uma boa influência benéfica da Filosofia em nossa construção do conhecimento.

    Pensadora e Gu, se quiserem ver uma publicação sobre o tema, acessem gratuitamente o site http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-24052007-160054/

    De qualquer forma, o texto da RAUSP foi bem aperfeiçoado e é menos doutoral...

    Um abraço

    Jáder

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