quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Poderoso Chefinho





Figura 1: Tirinha do Jornal "O Bode Berra", do SINTTEL-MG
(Como está meio difícil de ler, transcrevi o que pude dos quadrinhos)
Quadrinho 1
- Anotaram a placa?
- Terremoto?
Quadrinho 2
- É dezembro?
- Muito pior.
Quadrinho 3
- Estão distribuindo boletins do sindicato, e eu, grrr, vou tomar, hê hê hê...
Quadrinho 4 (abaixo)
Por incrível que pareça, aconteceu (???) mas o sindicato recuperou os boletins e continuou a distribuição.

Quando fiz meu mestrado, na década de 90, escrevi um ou dois trabalhos no meio sindical. Os sindicatos melhor estruturados eram os sindicatos de empresas públicas, que conseguiam adesões e tinham capacidade de mobilização de suas categorias.

O Sinttel-MG (telefônicos) criou uma série de tirinhas ironizando situções de trabalho e eventos acontecidos na já "falecida" TELEMIG. Uma que me divertia muito chamava-se "O Poderoso Chefinho". Ela mostrava situações em um membro do corpo gerencial abusava do seu poder realizando atos arbitrários.

Na última pesquisa de qualidade de vida no trabalho que conduzi em uma universidade pública, os servidores concursados afirmavam ter liberdade de expressão, sem medo de retaliação.

Imagine uma situação hipotética em que estudantes fossem prejudicados sob a alegação de que "as regras mudarão", professores temessem falar o que pensam temendo retaliações nos julgamentos de processos e nas avaliações, servidores dissessem aos colegas para não se exporem muito, autoridades concedessem a uns o que não concedem a outros (sem motivo), pessoas afirmassem que regras regularmente votadas podiam ser desrespeitadas, professores fizessem substituir-se por dois monitores de pós-gradução sem ciência dos órgãos competentes, autoridades universitárias se perpetuassem em cargos, solicitações fossem engavetadas, ou fosse recusado a um servidor público o direito de solicitar algo por escrito... Seria o pior dos mundos, não é mesmo?

Com certeza, seria necessária uma tirinha como esta e uma ação inteligente para que cabeças não fossem cortadas....

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