sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Método e Metodologia: Além da Simplificação


Figura 1: Livro de Metodologia Científica: Epistemologia ou Conjunto de Técnicas e Métodos?

Estava em uma banca de qualificação de doutorado e surgiu uma questão que mobilizou todos os professores presentes. Deve-se escrever métodos ou metodologia quando se descreve, em um artigo, que escolhas foram feitas pelo autor para construir (ou desconstruir) o conhecimento?


Algumas revistas têm adotado o termo métodos, ou, como nas ciências naturais, "materiais e métodos", para intitular esta parte. Outras revistas aceitam o título "methodology" ou metodologia.


O argumento de pareceristas fundamenta-se em uma suposta distinção entre metodologia (que seria a ciência ou estudo dos métodos) e os métodos em si.


Há autores que defendem esta posição como uma verdade universal: Kevin Hoover, por exemplo, em seu artigo "A metodologia da econometria" afirma que "A metodologia da econometria não é um estudo de técnicas particulares, mas um meta-estudo de como a econometria contribui para a ciência econômica". Ele situa a metodologia no mesmo status que a epistemologia, que é a área da filosofia que trata do conhecimento considerado científico ou rigoroso.


Valery Crawford já entende que metodologia é "um processo cíclico de pressupostos conceitualmente integrados, teoria, fenômeno e métodos, com o objetivo de utilizar dados apropriados para a elaboração da teoria".


Wilfred Carr, preocupado com a pesquisa ação, escreveu o livro "Philosophy, metodology and action research". Ele defende que muitos confundem método ou técnica com metodologia. Para ele metodologia está muito relacionada com a Epistemologia, que é conceituada como o estudo da teoria das origens, natureza e métodos de autenticação dos limites do conhecimento".


Outros autores de livro sobre metodologia, S. Gray, John B. Williamson, David A. Karp e John R. Dalphin já entendem que as questões de metodologia "exploram os princípios, os procedimentos e as estratégias de pesquisa", que é exatamente o que escrevemos em um capítulo ou seção de artigo sobre metodologia ou "métodos".


Lene Hansen, preocupada com o pós-estruturalismo das ciências sociais, chama a atenção do leitor para a desconstrução do conhecimento, e posiciona-se com Derrida, dizendo que esta só pode ser um não método, apesar de defendê-lo como um conhecimento rigoroso. Ou seja, ela defende a aceitação de um conhecimento científico não metodológico, ou uma metodologia da prevalência do racionalismo sobre a prescrição de métodos.


Há toda uma tradição epistemológica que discute até a existência de uma metodologia, como disciplina, postas as diferenças entre áreas e pesquisadores. A própria visão do festejado Kuhn, retira a discussão epistemológica da busca de um método universalmente aceito, para situá-la na chamada sociologia do conhecimento, ou seja, o que é aceito como científico por grupos de cientistas? A idéia de paradigmas envolve um "pacote" metodológico e teórico aceito em um dado momento no tempo que é substituído por outro, considerado capaz de explicar melhor um conjunto de fenômenos pelos pares.


Alexander Pechenin (russo) volta-se às bases da epistemologia. Ele mostra que os cientistas desejam eliminar a subjetividade (atitudes, emoções e reflexõs) com regras rigorosas, mas nunca conseguem trabalhar apenas com dados empíricos porque, por exemplo, os cientistas da natureza trabalham com modelos matemáticos, que tentam ajustar a seus dados. A metodologia entra "construtivamente" na análise dos dados. Assim, embora ele considere a metodologia como filosofia da ciência, ele admite que esta é reflexiva, por ser parcialmente filosofia e aceita a diferença entre ciências naturais e humanas.


Uma leitura rápida de alguns autores que escreveram sobre o assunto nos mostra que há quem entenda que a palavra metodologia deva ser reservada para um quase sinônimo de epistemologia, há quem entenda que metodologia é a explicitação dos caminhos adotados por um autor na construção de seu trabalho científico e há quem pense que metodologia é um termo inadequado, que ela não existe como área do conhecimento senão como história das escolhas, por que prevalece a racionalidade sobre as escolhas.


Penso assim, que se as revistas desejam padronizar o título métodos ou materiais e métodos como indispensável para a aceitação de um artigo, que o façam afirmando tratar-se de uma escolha do conselho editorial, mas que não se argumente que há erro, quando o autor prefere escrever o termo metodologia, posto que esta palavra é atualmente entendida pela comunidade científica com diferentes significados.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Poderoso Chefinho





Figura 1: Tirinha do Jornal "O Bode Berra", do SINTTEL-MG
(Como está meio difícil de ler, transcrevi o que pude dos quadrinhos)
Quadrinho 1
- Anotaram a placa?
- Terremoto?
Quadrinho 2
- É dezembro?
- Muito pior.
Quadrinho 3
- Estão distribuindo boletins do sindicato, e eu, grrr, vou tomar, hê hê hê...
Quadrinho 4 (abaixo)
Por incrível que pareça, aconteceu (???) mas o sindicato recuperou os boletins e continuou a distribuição.

Quando fiz meu mestrado, na década de 90, escrevi um ou dois trabalhos no meio sindical. Os sindicatos melhor estruturados eram os sindicatos de empresas públicas, que conseguiam adesões e tinham capacidade de mobilização de suas categorias.

O Sinttel-MG (telefônicos) criou uma série de tirinhas ironizando situções de trabalho e eventos acontecidos na já "falecida" TELEMIG. Uma que me divertia muito chamava-se "O Poderoso Chefinho". Ela mostrava situações em um membro do corpo gerencial abusava do seu poder realizando atos arbitrários.

Na última pesquisa de qualidade de vida no trabalho que conduzi em uma universidade pública, os servidores concursados afirmavam ter liberdade de expressão, sem medo de retaliação.

Imagine uma situação hipotética em que estudantes fossem prejudicados sob a alegação de que "as regras mudarão", professores temessem falar o que pensam temendo retaliações nos julgamentos de processos e nas avaliações, servidores dissessem aos colegas para não se exporem muito, autoridades concedessem a uns o que não concedem a outros (sem motivo), pessoas afirmassem que regras regularmente votadas podiam ser desrespeitadas, professores fizessem substituir-se por dois monitores de pós-gradução sem ciência dos órgãos competentes, autoridades universitárias se perpetuassem em cargos, solicitações fossem engavetadas, ou fosse recusado a um servidor público o direito de solicitar algo por escrito... Seria o pior dos mundos, não é mesmo?

Com certeza, seria necessária uma tirinha como esta e uma ação inteligente para que cabeças não fossem cortadas....

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ainda a Revisão por Pares


Ao escrever a publicação anterior, lembrei-me de outro comentário oriundo da revisão por pares (peer review).

Havia submetido a uma revista de circulação nacional um artigo sobre cultura organizacional. A resposta do parecerista foi devastadora. Ele desejava todas as minúcias, passo a passo, da realização do estudo. Fez diversas considerações muito apropriadas, mas no excesso de zelo, criticou o uso que fiz do pensamento de Maria Tereza Leme Fleury.

A respeitada professora era minha orientadora e já havia lido o trabalho... O parecerista não conhecia as últimas publicações dela com outros parceiros. Pior, ela própria publicou comigo um capítulo sobre cultura organizacional que comentei brevemente neste blog há alguns meses.

Moral da História: Quem fala muito...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Revisão por Pares de Artigos Científicos

Figura 1: Precioso...

Hoje a revisão por pares é universalmente utilizada pelos periódicos científicos, o que retira o peso das costas do conselho editorial de dar parecer sobre trabalhos que necessariamente não fazem parte de suas áreas de competência.

Já ouvi reclamações inúmeras de colegas sobre a qualidade das críticas realizadas pelos "pares". Vê-se claramente que alguns, seja por inexperiência ou por excessivo rigor, fazem exigências e dão-se ao luxo de fazer comentários polêmicos ou sem a devida fundamentação.

Recentemente, com a pressão por publicação e a falta de remuneração desta atividade, muitas revistas têm procurado pareceristas à laço, precarizando a qualidade da crítica. Cabe aos pares sinalizar à revista que o artigo não está na sua área de competência, e às revistas dizerem o que esperam para uma publicação ser aceita, uma vez que já ficou no século XIX a crença dos cientistas de que eles produziam a "verdade". Hoje se sabe em todos os cantos que tentamos produzir conhecimento rigoroso, e que ele é passível de ser questionado por estudos futuros, abandonados pela comunidade científica e, conforme os historiadores da ciência, até mesmo reabilitados posteriormente.

Apenas para ilustrar, encaminhei um artigo fruto de uma pesquisa retrospectiva, censitária e unicêntrica para uma revista de excelente reputação em uma área de conhecimento fronteiriça ao que Imre Lakatos divide em soft e hard science. Como todo trabalho, ele podia ser aperfeiçoado, mas já havia sido apresentado em evento sério, sem sofrer nenhuma crítica demolidora.

O editor encaminhou um parecer, com alguns comentários interessantes, contributivos, e outros claramente equivocados. Ele dava mostras de desconhecimento ou pouca intimidade com estatística não paramétrica e com a questão do dimensionamento de amostras. Quando perguntei como fazer o dimensionamento solicitado com tratamento não-paramétrico e por que razão não se considerava o nível de significância obtido na diferença dos resultados, o editor enviou um comentário do tipo "cala a sua boca", apontando o que ele considerava ser fragilidades do estudo que o tornavam impublicável. Não foi bem isto que eu queria saber, e, o pior, minha pergunta ficou sem resposta.

Sem entrar no mérito da decisão do conselho editorial, o editor parece não ter aceito que o estudo era censitário. Ele colocou o termo entre aspas e questionou, entre outros pontos o mês em que os dados começaram a ser colhidos. Ele alegava que os dados deveriam ser colhidos alguns meses antes, pelo perigo de viés.
Só pude rir. Vou comunicar ao prefeito da cidade que ele reinaugure retrospectivamente o hospital onde a pesquisa foi realizada, alguns meses antes, para que eu possa atender o criterioso comentário do meu ímpar par...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Gestão Pública e Retroatividade de Normas


Um leitor do blog passou por uma experiência curiosa na obtenção de um de seus títulos universitários. Ele havia cumprido as exigências do programa de pós graduação "stricto sensu" e estava providenciando junto ao órgão competente a obtenção do diploma. O coordenador afirmou que não poderia conceder o diploma porque havia sido votado no colegiado de pós que além das exigências anteriores ele deveria publicar um artigo com seu orientador... Comentários à parte, ele alegou o princípio da não retroatividade em sua defesa. O cumprimento das exigências se deu antes da publicação da nova decisão colegiada. O leitor teve seu pedido deferido, tendo sido concedido a ele seu diploma.

Este tema é atual e recente: arbitrariedade de autoridades universitárias. Embora não seja especialista, gostaria de apresentar alguns dos princípios legais e entendimentos jurídicos vigentes em nosso país.

O Princípio da Legalidade

O artigo 37 da constituição brasileira afirma:

"A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência ..."

"O Princípio da Legalidade é a expressão maior do Estado Democrático de Direito, a garantia vital de que a sociedade não está presa às vontades particulares, pessoais, daquele que governa'. (Alexandre Resende da Silva)

"O Estado de Direito, desde suas origens históricas, evolve associado ao princípio da legalidade, ao primado da lei, idealmente concebida como ‘expressão da vontade geral institucionalizada’". (Luiz Roberto Barroso, apud Silva)

A Questão da Retroatividade das Leis

“As leis, desde o momento em que se tornam obrigatórias, põem-se em conflito com as que, anteriormente, regulavam a matéria, de que elas se ocupam, regulando-a por outro modo. É o conflito das leis no tempo, que se resolve pelo princípio da não-retroatividade e pelas regras do direito intertemporal. (...) Há pouco a discutir quanto aos fatos passados e aos fatos futuros. Os fatos futuros são plenamente colhidos pela reforma e os fatos passados não o são em nada. Por regra, os fatos passados e os fatos futuros são regidos pela lei do tempo em que foram ou forem praticados: o tempo rege o ato (tempus regit actum). No entanto, alguma lei pode excepcionar o princípio e retroagir sobre fatos passados. Mas a retroação tem de ser autorizada pelo ordenamento jurídico, em regra expressa, sob pena de o violar. Essa regra é indispensável, deve ser expressa, porque a lei retroativa é em princípio contrária à ordem pública e, por isso, só excepcionalmente o legislador pode comunicar a uma lei a retroatividade. De mais a mais, se o Estado de Direito, em vez de constituição costumeira, revestir por escrito a qualidade de Estado Constitucional, então qualquer exceção à irretroatividade tem de ser expressamente autorizada pela Constituição. A regra excepcionante há de ser constitucional. No Brasil, a Constituição permite retroagir a lei penal benéfica (inciso XL do art. 5o) e, afora essa exceção única, a retroatividade é proibida em qualquer de seus graus." (Sérgio Resende de Barros)

As normas aprovadas por órgãos universitários podem ser retroativas?

"Pontes de Miranda esclarece – quanto às normas de direito público, referindo por exemplo as de direito administrativo, as de direito processual e as de organização judiciária – que ter efeito imediato não implica retroagir: “tais regras jurídicas não precisam retroagir, nem ofender direitos adquiridos, para que incidam desde logo. O efeito, que se lhes reconhece, é normal, o efeito no presente, o efeito imediato, pronto, inconfundível com o efeito no passado, o efeito retroativo, que é anormal.” (Sérgio Resende de Barros)


Norma e Direito


Em nossa Universidade (UFMG) há inúmeras práticas já institucionalizadas que mostram o respeito a estes princípios: na mudança curricular, por exemplo, os alunos de graduação que já cursaram uma versão curricular, têm o direito de optar por mudas de versão ou continuar cursando a versão anterior, vigente quando em sua admissão ao curso. Os cursos de graduação são obrigados a manter a oferta de disciplinas da versão anterior até que o último aluno inscrito nesta versão tenha cursado a última disciplina e se forme.


Discussão


O que posso concluir é que autoridade nenhuma no âmbito da universidade pode desrespeitar decisões de esferas superiores de cunho normativo, ou negar direitos a alunos e professores com base em mudanças de normas que não foram publicadas ou em discussão nos órgãos competentes.


Se a norma perdeu o caráter regulatório ou o "bonde da história", tem que ser mudada por quem de direito e devidamente publicada, em vez de ser descumprida...


Gostaria de ouvir o que meus colegas, professores universitários, pensam disto, considerando outro direito constitucional, o de liberdade de expressão...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cursos de Qualidade de Vida no Trabalho

A Profa. Dra. Ana Cristina Limongi França, da USP, está divulgando os cursos de Qualidade de Vida no Trabalho que são fruto de anos de pesquisa e possibilitam a construção de uma rede de relacionamento institucional, com organizações e pessoas envolvidas na implantação de programas. Este ano ela está oferecendo um curso para professores e outros públicos específicos. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dedicação Exclusiva ou Exaustiva?


No mês de setembro, publiquei uma matéria sobre gerencialismo nas Universidades Federais. Trouxe hoje um exemplo que me chegou a partir de um leitor do blog, sobre a lógica de divisão dos encargos didáticos em seu departamento.
Quem teria direito a uma carga horária de 8 horas semanais, considerada mínima pelos órgãos superiores da universidade (uma disciplina na graduação e outra na pós stricto sensu, por exemplo, ou duas na graduação)? Quem atingir a produtividade mínima da tabela acima, em 7 nas 9 categorias avaliadas, ou seja:
- 8 pontos de orientação: (quatro orientandos de mestrado/doutorado ou, pasmem, de 16 a 24 alunos de PAD, PET ou equivalente na graduação), ou seja, só os credenciados à pós podem atingir este patamar;
- 8 pontos de produtividade: (um projeto de pesquisa financiado?), ou seja, só os doutores reconhecidos pelos órgãos de fomento atendem este quesito.
- 20 pontos de pesquisa: não está muito claro na tabela enviada, mas seria algo como um projeto aprovado em órgãos de fomento e dez alunos de iniciação científica. (irreal...) Este ninguém atinge com os quesitos apresentados.
- 15 pontos em atividades administrativas: (Chefias de Departamento e Coordenação de Colegiado, e, pasmem, vice-chefias, cuja atribuição é substituir o chefe em sua ausência). Os membros de órgãos colegiados de mandatos de dois anos ganham 10 pontos, terão que assumir mais uma comissão de média duração e outra de curta duração para atingir o nível almejado). Os demais órgãos da universidade e as representações externas não são pontuadas neste quesito.
- 10 pontos em eventos científicos (uma conferência internacional e um encargo de parecerista em evento internacional, ou duas conferências e uma mesa redonda em eventos nacionais, ou, quem sabe, 20 pareceres em outros eventos...). Mantido o privilégio dos que têm acesso a recursos de bancada que viabilizam viagens internacionais, "este dá para fazer" (coitado do professor adjunto, este já está condenado, nesta altura da avaliação a dar uma carga horária de até 15 horas semanais ou ter seus encargos excepcionalmente maximizados).
- 5 pontos em editoria: (editores de periódicos Qualis A nacional e internacional pontuam 4 pontos, membros de conselhos editoriais dos mesmos órgãos, 2 e o parecerista de periódicos locais tem que fazer 10 pareceres no ano para conseguir o máximo). Novamente, o privilégio de um perfil, o dos que já se destacaram nacional e internacionalmente.
- 15 pontos de publicações: dois artigos em Qualis internacional A somam 14 pontos! Então o ideal é enviar dois artigos para uma qualis nacional A e um para uma qualis C, ou um capítulo de livro, mas se você organizar um livro além dos dois nacionais, não dá... uma alternativa é publicar 30 artigos de divulgação em jornais e revistas (magazines)... Surgiu um novo perfil: o do professor-jornalista amador.
- 16 pontos em extensão: Bem, são dois projetos aprovados com apoio financeiro, quatro sem apoio financeiro, ou quem sabe, a orientação de 16 bolsistas de extensão...
- 4 pontos em agências, comissões nacionais ou internacionais: tem que ser membro de duas ou de uma e um parecer. (Um membro de câmara da FAPESP, por exemplo, não pontua).
Uma análise mais detida situa a grande massa dos docentes entre 12 e 15 horas.
Sete de nove, em quarenta horas.
Atingir metas que não dependem exclusivamente do trabalho de professor, mas de uma rede de relacionamentos.
Participar de uma pós stricto sensu, que não aceita todos os professores com titulação e produção.
Ter que financiar do próprio bolso parte da participação em eventos, ou conseguir recursos adicionais na universidade e rodar o pires nas agências de fomento sem apoio administrativo.
Montar uma equipe de pesquisa para produzir dois ou três trabalhos ao ano.
Isto é uma orientação para o trabalho dos professores? Difícil acreditar...
Nas próximas publicações analisarei a vida do professor com 15 horas de carga didática, para que não tenha seus encargos maximizados para 16 a 24 horas...