sábado, 26 de julho de 2008

Treinamento em Empresas Públicas: o Artigo Premiado


Após pesquisar a cultura do executivo mineiro, surgiu uma proposta de estudar a estrutura de RH. O aparelho de estado é mais heterogêneo que um segmento da economia, decidi começar pelo que estava acabando: as empresas públicas e sociedades de economia mista.
Em Minas Gerais, o governo Azeredo tinha por política a privatização de empresas públicas, por isto as priorizamos. Se tivessem sido todas privatizadas, daria um excelente estudo de "follow up" alguns anos depois, mas a política não é facilmente previsível.

Karlysson foi o bolsista de iniciação científica do CNPq que funcionou como braço direito neste trabalho. Ele contactou as empresas e abriu as portas de pelo menos dez das vinte organizações do Estado com personalidade jurídica coerente com o nosso propósito.

Desenvolvemos uma escala e recortamos as políticas de RH em apenas Treinamento e Desenvolvimento de RH. Visitamos todas as empresas, conversamos com os responsáveis pela qualificação de pessoal, analisamos os balanços, colhemos documentos.

Neste segmento encontramos três grupos diferentes de organizações, desde as que apenas contratam e demitem, às que tem toda uma estrutura voltada à qualificação e desenvolvimento de seu pessoal.

A escala mostrou ter futuro, apesar de não ter sido testada em uma amostra razoável. Por enquanto o alfa de Crombach foi superior a 0,9!

Viu-se também que o estudo clássico de Paulo Roberto Motta com empresas públicas já necessitava de novas contribuições, como suspeitavam os meus alunos de graduação.

Houve uma mudança significativa entre o perfil das áreas de T&D das empresas dos anos 70 para o do final dos anos 90.

Este estudo foi escolhido no 24o. Encontro do ENANPAD como o melhor trabalho da área de Administração Pública e publicado na Revista de Administração Contemporânea.

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