quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PESQUISA AÇÃO E OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE NA TESE "VOLUNTÁRIOS"


Capa do livro "Voluntários", fruto da tese de doutoramento defendida na USP em 2004 


Na minha defesa de tese, o professor Ivan Beck Ckagnazaroff deve ter considerado mal descrita a diferença entre pesquisa ação e pesquisa participante ou observação participante e pediu explicações na banca de defesa.

A pesquisa participante ou observação participante é uma técnica de pesquisa, muito usada nas ciências sociais e especialmente na antropologia.

As ciências naturais se desenvolveram a partir do estudo de objetos e seres sem consciência ou com consciência limitada de seu meio. A observação de uma rocha, ou de uma célula do sangue, não se preocupa com a percepção que estes objetos de pesquisa têm do observador e nas mudanças em função desta percepção. Na etologia e no estudo de animais, o observador costuma se ocultar, para observar o comportamento animal em seu habitat, às vezes tentando suprir as dificuldades da observação com tecnologia.

Outra forma de observar o comportamento e as atitudes é fazer parte do grupo, como aconteceu com os estudos de gorilas da zoóloga Dian Fossey. Ela levou alguns anos para ser aceita como parte de um grupo de gorilas que estudava. O famoso antropólogo Bruno Latour, constatou que havia conseguido fazer parte do grupo de técnicos que estudava quando chegava uma pessoa de fora e ele era apresentado como “e este, é o nosso antropólogo”...

 A observação participante, portanto, tem como estratégia fazer parte do grupo que se estuda, de forma cotidiana, até que as pessoas não alterem sua forma de agir em função da presença do observador. Alguns estudiosos de metodologia dizem que não há a ruptura entre sujeito e objeto, mas a intersubjetividade, a relação sujeito-sujeito ou eu-tu (Martin Bubber) e não eu-isso. Contudo, parece-me que a observação participante fica na fronteira da relação eu-tu. Apesar de aceitar as interações entre observador e observado, ainda se advoga o afastamento deste primeiro, para que ele não venha a simplesmente reproduzir a lógica do grupo de estuda, mas possa ter um olhar externo compreensivo. De alguma forma, entende-se que ao se tornar membro, o estudioso perde a capacidade de perceber como funciona o grupo, passa a ter os mesmos “pontos cegos” que os demais membros apresentam.  Entendo, portanto, que a observação participante é uma forma de estudo de grupos, onde o pesquisador evita as alterações de comportamento próprias da presença de um estranho, tornando-se familiar. É ainda uma forma de observação oculta, mas que a estratégia de ocultar-se é, em vez de ficar à distância ou recorrer a filmagens com câmaras ocultas, aproximar-se tanto do grupo que ele passa a considerar o observador parte do dia-a-dia. O observador deve ser uma espécie de “parte da paisagem”, e não um ator ativo do grupo, um “invisível”, que se sabe presente mas mal é percebido.

A pesquisa ação, mais que a observação participante, é ao mesmo tempo uma intervenção no grupo, organização ou instituição estudados. Ela aceita que o interventor não detém o conhecimento de “como” deve funcionar o grupo, apenas ensinando aos membros como devem agir após a mudança. Ela entende que os membros detém conhecimentos que não estão ao alcance do pesquisador/interventor, e que necessitam ser mobilizados no processo de mudança.

Kurt Lewin, Christophe Dejours e outros autores da psicossociologia empregam formas de intervenção com influência da pesquisa ação. Eles observam, descrevem para o grupo, acompanham as mudanças realizadas e voltam ao grupo (follow-up) para avaliar as mudanças e reiniciar ou não o ciclo de intervenção. Embora a pesquisa ação seja em sua essência participativa (Tripp, 2005) ela não tem por objetivo o entendimento do funcionamento, interações e atitudes do grupo estudado, mas sua mudança.

No caso da minha tese, tínhamos por interesse inicial realizar uma pesquisa-ação. Realizamos técnicas de observação participante, mas também empregamos técnicas tradicionais de observação, como a análise de documentos, a descrição de atividades e entrevistas com base em história de vida (como voluntário), com o objetivo de triangular, ou seja, associar informações oriundas de fontes diferentes. Depois de construída uma percepção da organização, marcamos reuniões com lideranças de níveis hierárquicos distintos, em conjunto, para que se fizesse uma proposta de mudança.

Durante o processo, observamos que havia inúmeras resistências até mesmo a se discutir o que se observou. Alguns membros importantes boicotaram as reuniões, outros estiveram presentes, mas sem interesse em efetuar qualquer mudança, apesar do empenho da direção da mantenedora. Neste momento se constatou que a organização era muito territorializada, e que havia um pacto silencioso de não intervenção de um espaço em outro.

Como as mudanças ficassem à deriva de reuniões que aconteciam mensalmente, e os membros da organização pretendiam realizar alguma mudança, mas em ritmo lento, a professora Maria Tereza Fleury fez uma consideração muito justa: “as organizações têm o seu tempo e a universidade tem outro tempo”. Em suma, se ficássemos esperando o ciclo de transformação da creche, o trabalho não sairia a tempo das datas estabelecidas pelo programa, por esta razão, optou-se por um trabalho analítico-descritivo, um estudo de caso, em lugar de uma pesquisa ação.


Espero que esta pequena história auxilie aos jovens pesquisadores e aos estudiosos de metodologia de pesquisa de ciências humanas e sociais.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O QUE É "LAY OFF"?


Fábrica da GM no ABCD Paulista Fonte: ABCD Maior

Jáder dos Reis Sampaio

Com a flexibilização das relações de trabalho no Brasil, desde 1990 a legislação prevê o que os países de língua inglesa chamam de “lay off”, e que essencialmente significa suspensão temporária do contrato de trabalho. Ele está previsto no artigo 476 da Consolidação das Leis do Trabalho, na resolução 591/2009 do Ministério do Trabalho e no artigo 2º. da Lei 7998-1990, que dispõe sobre o programa de seguro desemprego.

Essencialmente é um dispositivo que permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por um período de dois a cinco meses. Durante esta suspensão o empregador não paga salário ao empregado, mas o empregado mantém o vínculo empregatício. Esta suspensão só pode ser feita se prevista “em convenção ou no acordo coletivo de trabalho”, e aceita pelo trabalhador por escrito, além de notificação para o sindicato que o representa. No Brasil este dispositivo só pode ser utilizado uma vez a cada 16 meses (um ano e quatro meses).

O “lay off” é um recurso de negociação em tempos de transformação intensa na organização ou de brusca redução de demanda no mercado de trabalho, no qual a empresa ganha um tempo para diminuir a produção, especialmente se entende que a diminuição de demanda é temporária e conjuntural.

Sem o “lay off”, muitas empresas demitiriam sumariamente para reduzir custos, sem saber se conseguiriam novamente recontratar seus empregados, e muitos empregados se veriam demitidos, sem perspectiva de retorno.

A economia brasileira encontra-se, atualmente, em recessão, o que obrigou diversos segmentos da economia, como a indústria automobilística, a recorrer a férias coletivas e ao “lay off”, como forma de parar de produzir ou diminuir o ritmo de produção e diminuir estoques aguardando um reaquecimento, antes de tomar a decisão de diminuir sua capacidade produtiva como um todo (demitindo mão-de-obra qualificada e diminuindo suas instalações e custos de manutenção em situação de não-produção).

Veja: 



Na legislação brasileira, durante o período de “lay off”, o empregador se compromete a:

  1.   Avisar com antecedência mínima de 15 dias
  2.  Oferecer ao empregado um programa de qualificação profissional
  3.  Pagamento de multa, além das já previstas pela legislação trabalhista, em caso de demissão durante o período de “lay off”
  4.  Oferecer ou não alguma bolsa de estudos ao empregado, que não será considerada como salário, nem benefício que possa ser pleiteado após o término do período de suspensão de contrato.


Por sua vez, o Estado brasileiro, entendendo ser importante a manutenção do nível de empregos, evitar a situação de desemprego e promover a qualificação e a requalificação da força de trabalho, disponibilizou recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o fornecimento de bolsa de qualificação profissional aos empregados durante o “lay off”, desde que os cursos oferecidos pelas empresas atendam algumas exigências dispostas no texto da medida provisória e faça a devida comunicação à Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego.

Nos Estados Unidos o sentido de "lay off" é diferente, significando demissão com prioridade de recontratação caso volte a haver vaga, de uma forma geral.


Considero importante que o psicólogo do trabalho e os gestores de recursos humanos estejam bem informados sobre esta opção para que possam discutir, de forma inteligente, se é necessária para a requalificação de empregados que vejam seus postos de trabalho serem extintos ou profundamente modificados por causa de desenvolvimento tecnológico e pressões da concorrência no mercado (desemprego estrutural).

sábado, 13 de fevereiro de 2016

ENTREVISTA NO INTERCONEXÃO BRASIL SOBRE MOTIVAÇÃO, GESTÃO E PESSOAS E QUESTÕES EMERGENTES NO BRASIL




Tive a grata satisfação de conversar durante pouco menos de meia hora com o Prof. Domingos Giroletti sobre motivação e gestão de pessoas. Ele aproveitou a oportunidade para conversar também sobre o Brasil atual e propôs algumas questões da ordem da política.

Convido os leitores do blog a assistirem e debaterem conosco os temas abordados.



sábado, 24 de outubro de 2015

ELZIANE CAMPOS DEFENDE TESE SOBRE COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS





Depois de muito tempo sem publicar no OPUS, trago uma boa notícia. Elziane Campos defendeu no dia 21 de outubro de 2015 a tese "Competências Empreendedoras: uma avaliação no contexto de empresas juniores brasileiras". 

A tese é composta de cinco estudos onde ela faz:

1.  uma pesquisa conceitual de competências (ela consulta cinquenta artigos para este fim), 
2. uma revisão de literatura para competências empreendedoras, 
3. um estudo composto de entrevistas com 21 pessoas ligadas ao movimento de empresas juniores com a finalidade de identificar características específicas do empreendedor,
4. uma pesquisa de construção e validação de um instrumento de avaliação de competências empresariais, empregando análise fatorial exploratória,
5. uma avaliação de necessidades de treinamento, onde emprega os dados da pesquisa anterior para analisar a importância e o domínio de 447 estudantes universitários participantes de empresas juniores.

Há uma apresentação geral e uma discussão final de todos estes estudos.

Tive a honra de participar da defesa de dissertação, do exame de qualificação e, agora, da defesa de tese, via skype. Na foto, pode-se ver a banca e a candidata, na seguinte ordem, da esquerda para a direita: Profa. Elaine (UnB, Administração), Profa. Cecília (UnB, administração), Prof. Jáder (UFMG, Psicologia - no telão), a jovem Doutora Elziane, Profa. Gardênia (UnB, Psicologia), Profa. Cristina (UnB, Ciências Biológicas) e o Prof. Laros (UnB, Psicologia).

Confesso que senti alguma nostalgia, ao ver que alguns temas dados em uma aula de treinamento e desenvolvimento de pessoas no antigo curso de graduação em Psicologia da UFMG, tenham incentivado uma trajetória brilhante e produtiva, coroada com uma defesa de tese na área.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

QUALIDADE DE VIDA NA FIA-USP


Esta é a turma do Curso Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho - Diagnósticos, Ferramentas e Projetos BPSO. À Esquerda, a Professora Dra. Ana Cristina Limongi França, Professora Titular da FEA-USP, que vem trabalhando com a pesquisa e a formação de técnicos especializados em Qualidade de Vida há muitos anos.

Dei uma aula no curso sobre a adaptação do modelo de Richard Walton para a pesquisa de qualidade de vida no trabalho com contabilistas em Belo Horizonte.

A troca de experiências entre membros e docente foi intensa. Foi um dia muito produtivo!

O curso aconteceu na Fundação Instituto de Administração - FIA, no dia 27 de novembro de 2013. 

sábado, 21 de setembro de 2013

GEORGE WASHINGTON,O CONHECIMENTO CIENTÍFICO E A EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

George Washington


Como morreu George Washington? 

O site Morte na História faz um relato bem compreensivo, que tomei a liberdade de transcrever (http://mortenahistoria.blogspot.com.br/2012/02/morte-de-george-washinghton.html)


"MORTE: 14 de dezembro de 1799 - Virgínia, EUA.
CAUSA DA MORTE: Insuficiência sanguínea (erro médico)
OBS: Depois de deixar a presidência em 1797, Washington foi viver em sua residência em Mount Vernon. Ali foi ajudar um vizinho cuja carruagem caiu numa valeta durante uma tempestade. Washington teve dor de garganta e, quando ela se agravou, convocou seus médicos pessoais. Na época, os médicos acreditavam que a doença era fruto de um desequilíbrio dos quatro fluidos vitais, conhecidos como humores, e que a drenagem de uma quantidade importante de sangue do paciente faria o organismo voltar ao estado normal e saudável. Os médicos dele drenaram meio litro de sangue e o fizeram tomar um preparado de melado, vinagre e manteiga derretida. Indiferentes a seus protestos, repetiram o tratamento três vezes. Isso matou George Washington, mas no atestado de óbito ficou registrado como Pneumonia."



Eu fiquei aqui imaginando o que aconteceria se um médico do presente viajasse no tempo e tentasse discutir com a equipe que tratava George Washington.

- Amigos, vim do futuro. A teoria dos humores é falha.

- Que espécie de louco você é? A teoria do humores é a mais clássica da medicina. Foi desenvolvida por Galeno e Hipócrates, e continua sólida há milhares de anos. 

- No meu tempo provou-se a existência de bactérias, seres que não são vistos a olho nu e que causam infecção, que é o que o que explica a doença do ex-presidente.

- Bichinhos que não são vistos? É a mesma ideia tonta de um holandês chamado Leewhoek, que foi ridicularizado pelos nossos colegas. Ele nunca tratou ninguém. Eu já tratei mais de quinhentos pacientes. Tenho vasta experiência!

- Mas vocês estão fazendo sangria no presidente. Isso vai enfraquecê-lo.

- Que espécie de médico você é?

- Há muita pesquisa no futuro mostrando que tratando desta forma há muitos óbitos e que tratando com antibióticos, muito provavelmente ele se recuperará.

O médico de George Washington começou a pensar

- Antibiótico? Não sei direito o que é isso, mas nenhum de meus colegas conhece. Vou consultar o doutor Smith.

Smith então iniciou o debate com o nosso médico do futuro.

- Seu idiota. Pare de diminuir a nossa credibilidade junto ao paciente. Você só está atrapalhando. Do futuro ou não, eu vou levar você ao conselho de medicina por ficar falando estas coisas absurdas. Você sabe quantas pessoas eu já tratei? Milhares!!!! Quem você pensa que é?

O médico ficou triste. George Washington, o grande herói da revolução americana ia morrer. E não adiantava explicar, porque não lhe seria permitido aplicar o antibiótico de última geração que trouxera do futuro. Ele lembrou-se do livro de H.G. Wells - Terra de cegos, no qual o personagem central não consegue mostrar a uma comunidade de cegos de nascença em uma ilha que existia a visão. Ele falharia na sua missão humanitária?

Talvez sim, mas um jovem médico ouviu a discussão e ficou curioso. Existiriam microorganismos? Haveria outra forma de explicar a doença? Estariam Hipócrates e Galeno equivocados?

Neste meio tempo, George Washington faleceu.



Moral da História: Não importa se você cometeu um erro mil vezes. Ele não se torna um acerto.




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DESCOBERTA CIENTÍFICA: ALÉM DA NOÇÃO DE MÉTODO

Pasteur não teve seus trabalhos sobre a fermentação aceitos pela comunidade científica, porque as teorias da época afirmavam que o processo era totalmente químico, e, portanto, não poderia ser biológico.


Ademir Xavier acaba de publicar, no seu grupo Ciência Espírita, sua tradução do texto de Bernard Barber, "A resistência dos cientistas à descoberta científica". Barber argumenta que elementos culturais e psicológicos influenciam a análise que os cientistas fazem de trabalhos inovadores. Este texto foi originalmente publicado prestigiosa revista Science. 

Este texto merece ser lido, porque Barber vai pacientemente mostrando autores, hoje considerados clássicos em ciências naturais, sofrendo a rejeição de seus trabalhos por colegas igualmente eminentes. Os trabalhos se tornariam no futuro referências para o avanço teórico de suas respectivas áreas.

Barber é considerado um dos fundadores da área do conhecimento denominada hoje como "sociologia do conhecimento".

Escrito em 1961, este texto continua importante para cientistas de todas as áreas porque exemplifica que a ideia de um método científico universal, base das decisões sobre a conformidade ou não dos trabalhos produzidos, é uma ilusão. Penso que ele enriquece ainda a ideia de Kuhn sobre a dinâmica da revolução científica, porque mostra rejeições imediatas a propostas bem fundamentadas e aceitas por gerações futuras. 

Quem desejar ler o belo trabalho de tradução do Dr. Ademir pode acessar o link https://drive.google.com/folderview?id=0BzdGM5lC6GhJeElsXzhXMTFELXM&usp=sharing

sábado, 7 de setembro de 2013

A TEORIA DA REGULAÇÃO E A PSICOLOGIA DO TRABALHO



Na nova edição de "Psicologia do trabalho e gestão de recursos humanos" da Casa do Psicólogo, organizado pela Dra. Iris Barbosa Goulart e por mim, tive a oportunidade de inserir um texto que considero importante e que estava perdido em anais de evento realizado há muitos anos.

No mestrado em administração, pude estudar a teoria econômica da regulação (Michel Aglietta e outros). Esta abordagem é ao mesmo tempo histórica, econômica e administrativa. Trata-se de um olhar sobre a economia tendo em vista organizações privilegiadas do trabalho, que se destacam em determinados momentos históricos, sem esquecer a atuação do Estado. 

Nosso trabalho à época tenta aproximar as diferentes propostas da psicologia industrial, organizacional e do trabalho às contribuições dos regulacionistas. Reinseridas em um contexto, as propostas deixam de ser apenas "best practices", ou técnicas moderna e compõem lógicas de competição econômica e de regulação da economia.

Este trabalho é muito útil para ser discutido em conjunto com o capítulo "A psicologia do trabalho em três faces" nos cursos de psicologia e administração.

O livro já está sendo comercializado pela Casa do Psicólogo e pode ser adquirido por R$68,00.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

NOVA EDIÇÃO DO LIVRO PSICOLOGIA DO TRABALHO - COM ALTERAÇÕES SUBSTANTIVAS


Passados mais de dez anos da primeira edição, que sofreu algumas reimpressões, a Casa do Psicólogo, agora uma empresa da Pearson, está editando o "Psicologia do trabalho e gestão de recursos humanos".


Alguns capítulos foram excluídos e outros mais contemporâneos foram incluídos no contexto da obra. As mudanças possibilitaram a inserção de temas e abordagens que se consolidaram após a primeira edição e trouxemos novos autores que apresentamos à comunidade psi.



Um texto anterior ao conhecido A psicologia do trabalho em três faces, que focalizava o contexto e as transformações econômicas e organizacionais nas diversas épocas abordadas, com uma influência da teoria francesa da regulação, foi incorporado ao volume, na expectativa de dar mais subsídios aos interessados nas transformações da POT.



Aguardamos os comentários dos leitores, críticos e de incentivo também, para que possamos refletir sobre o trabalho e melhorá-lo a cada edição.


O livro se encontra no prelo, com previsão para venda nos próximos dias.

Sumário

PARTE I – PSICOLOGIA E TRABALHO

Contexto, regulação e psicologia do trabalho: notas para um estudo histórico
A psicologia do trabalho em três faces
O campo da psicologia aplicada ao trabalho
O sentido do trabalho humano
Expectativas de desempenho de psicólogos em modernas organizações

PARTE II – A GESTÃO DE PESSOAS NA INTERAÇÃO COM A PSICOLOGIA DAS ORGANIZAÇÕES E DO TRABALHO

Gestão de recursos humanos: o enfoque das relações de trabalho
Desempenho e maturidade em gestão de pessoas
Serious games e desenvolvimento de competências policiais
Como as indústrias nipobrasileiras fazem recursos humanos
Cultura organizacional, valores organizacionais e a figura do fundador
Cultura organizacional: um estudo da administração pública do estado de Minas Gerais

PARTE III - A GESTÃO DE NEGÓCIOS E A GESTÃO DE PESSOAS

A abertura de capital por uma empresa educacional e seus reflexos para a gestão
A integração de franqueados e franqueador em uma empresa de alimentação: um estudo de caso